Até que enfim uma dama no Caxola! É a cartunista Pryscila Vieira. A simpática moça que produziu vinhetas da Rede Globo, toma tubaína, conta as dificuldades que uma mulher tem para ganhar a vida desenhando e revela intimidades: dela e de sua filha “Amely”, uma boneca inflável que fala, pensa e tem sentimentos femininos. Dê o play!
1º Bloco
2º Bloco
3º Bloco
Tirinhas de Amely 

Vinheta da Rede Globo, produzida por Pryscila
Sarola
Cobrões, por Armando Nogueira
Pitágoras, Platão, Heródoto e Aristóteles – essa a respeitável linha de ataque que me permito escalar, hoje, nesta coluna, sem medo de estar forçando a barra: eles são, bem sei, tremendos cobrões nos jogos do espírito, mas como veremos a seguir, cuidaram também dos jogos do estádio. A minha fonte é o livro Psicologia Esportiva e Preparo do Atleta, do Professor Athayde Ribeiro da Silva, ilustre psicólogo do ISOP e da seleção brasileira de futebol.
É um livro atraente e de sensível valor científico, tratando, com simplicidade, temas aparentemente assustadores, como “Psicofisiologia da Atividade Esportiva”, “Psicodinâmica da Agonística”, “Aspectos Psicossociais do Esporte”, etc.
Já não digo todos os cartolas, mas alguns e ao menos uns treinadores precisam conhecer o trabalho do Professor Athayde Ribeiro. É evidente que muitos podem quebrar a cara se pensam que, comprando o livro, conseguirão aliciar para seus times a turma supra-escalada. Não adianta poruqe, ao que sei, os quatro, de Pitágoras e Aristóteles, são amadores e jogam, há milênios, no Atenas F. C., cujo time, pelo estilo do ponta Aristóteles, dizia-se que jogava andando e, por idéias de Platão, era chamado de academia.
Mas vamos, sem perda de tempo, passar a bola à rapaziada, começando por Platão que, ao contrário de Gérson, do Botafogo, fazia fé enorme na ginástica e na educação física. Pelo menos, o extrema “de espáduas amplas” costumava dizer: “O corpo humano, que encerra nossa alma, é um templo em que se aloja uma centelha divina. Deve-se embelezar esse templo por meio de ginática e dos esportes para que Deus se encontre bem nele”.
O outro, Aristóteles, escreveu em Política: “A beleza varia segundo a idade. Para um jovem, consiste em ter o corpo exercitado e habituado à fadiga”. (Cá entre nós, o ilustre atacante, durante o jogo, ficava de um lado para o outro, não sossegava em campo: a torcida aclamava-o com o apelido de Peripatético.)
Pitágoras entra no time por uma virtude essencial no futebol: o ritmo, a harmonia, “elemento que eleva o jogo a mais excelsa categoria como fenômeno vital: o jogo traz implicitamente a criação estética porque se fundamenta no ritmo” (Athayde Ribeiro). O livro não cita expressamente outra contribuição de Pitágoras para o esporte, mas, com licença do autor, foi numa partida de futebol que ele deu uma importante luz à Geometria. Pitágoras chutou, a bola bateu na baliza, por dentro, o juiz mandou o jogo seguir. Ele protextou, o juiz disse que a bola não tinha entrado.
- Entrou, sim, senhor.
- Como é que você sabe que entrou? – perguntou o juiz.
- Eu sei – respondeu Pitágoras enxugando com a túnica o suor do rosto - , eu digo que a bola entrou porque a soma do quadrado dos catetos é igual a hipotenusa.
E o juiz deu o gol.
Voltando ao livro Psicologia Esportiva e Preparo do Atleta, cuja seriedade o tom desta crônica não pretende, nem de leve, alcançar, chegamos a Heródoto, por mim escalado n alinha do time, devo confessar, mais para proteger um colega de crônica do que por méritos integrais de craque. Heródoto não tinha o jogo dos outros, mas conta no livro uma história em que fica demonstrado, de cara, que o profissionalismo é mais antigo do que se imagina.
Soldados fugitivos da Arcádia – escreve o historiador – aparecem onde ser encontrava Xerxes. Pediram trabalho. Foram levados à presença do rei. Alguém lhes perguntou a que ocupação se entregavam os gregos naquele momento.
- Celebram os Jogos Olímpicos, assistem aos certames desportivos e às corridas de cavalo – respondem os fugitivos.
- E em que consistem os prêmios que outorgam aos vencedores?
- Em uma coroa de louros – responderam.
Quando o rei soube que o prêmio aos jogadores não consistia em dinheiro, mas em coroa de louros, exclamou:
- Que gente esquisita esses gregos! Mostram-se insensíveis ao dinheiro e só combatem pela glória!
Conclusão importante: o contrato de gaveta foi inventado pelos persas, em 480 A.C (A, de Atlético; C, de Clube?).
E, para terminar. Hipócrates, dando um conselho que espero seja acolhido pela Federação Carioca de Futebol e sua mania de programar campeonatos no verão, às três horas da tarde:
- Aos que fazem esporte no inverno, convém a luta e carreira a pé – dizia Hipócrates. – No verão, porém, pouca luta, menos carreira, passeios ao fresco.
Aviso aos distraídos: Hipócrates era o médico do time.
Que diabos é este Caxola?
Cultura urbana, e só.
Enquanto a nova temporada está na indústria fabulosa, eis o Blog Caxola.
Caro tele-internauta, dê o play!
21/04/2008
Caxola com Pryscila Vieira, cartunista
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário